Mesmo multados ciclistas promentem seguir protestando nos pódios

A organização da Copa do Mundo de Mountain Bike e a UCI (União Ciclística Internacional) responderam rapidamente ao protesto ocorrido no pódio do evento realizado em Araxá, Minas Gerais, no último fim de semana. Os ciclistas Nino Schurter e Lars Forster foram multados em 850 euros cada por subirem ao pódio sem autorização, em um ato simbólico contra a extinção do tradicional pódio com os cinco primeiros colocados — prática celebrada no esporte há mais de três décadas.

A sanção imposta aos dois atletas suíços foi a maior entre todas as aplicadas durante a etapa brasileira da Copa do Mundo. A lista de penalidades divulgada pela organização também inclui mais de 20 ciclistas que receberam multas de 30 francos suíços por descartarem resíduos fora das áreas permitidas e a ciclista norte-americana Savilia Blunk, multada em 100 francos por infringir regras de largada.

O protesto de Schurter (5º lugar) e Forster (4º lugar) foi uma resposta direta à nova regulamentação aprovada pela Warner Bros. Discovery Sports, detentora dos direitos da Copa do Mundo de MTB, e pela UCI. A nova regra elimina o tradicional pódio com cinco atletas, limitando-o a apenas três colocados.

A mudança gerou ampla insatisfação entre os competidores, e a atitude dos dois ciclistas em Araxá foi apoiada por todo o grid. Em declaração pública, Lars Forster explicou os motivos da ação:

“Essa ação foi planejada com antecedência. Todos os ciclistas estavam por trás dela e não prejudicamos ninguém. A Warner Brothers foi a única que não ficou feliz com isso.”

“Dividiremos as multas entre todos os atletas. Podemos continuar até que a Warner Brothers leve nossas preocupações a sério e ouça nossa voz.”

“Acreditamos que atingiremos nossa meta de preservar o pódio de cinco atletas. Com nossa aliança, temos uma voz forte em defesa da tradição do mountain bike e dos interesses de atletas e equipes.”

O gesto de solidariedade dos demais competidores, que decidiram dividir as multas entre todos, reforça o clima de união no pelotão e amplia a pressão sobre os organizadores. A frase que circula entre os atletas — “Podemos continuar até a Warner Brothers” — demonstra que o movimento está apenas começando e que novas ações podem ocorrer nas próximas etapas do campeonato.

A situação coloca em xeque decisões recentes da UCI e da Warner Bros., que vêm sendo criticadas por priorizarem aspectos comerciais em detrimento de tradições e conquistas históricas do mountain bike.

Foto divulgação

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