Entre 14 e 17 de agosto, o Memorial da América Latina, em São Paulo, foi tomado por 50 mil pessoas – segundo dados da organização – movidas pela paixão de pedalar. Não se tratou apenas de mais uma feira ou festival — o Shimano Fest reafirmou seu papel como o grande encontro do universo da bicicleta na América Latina, reunindo cultura, esporte, negócios e propósito. Foram 140 marcas expositoras, mais de R$76 milhões em negócios gerados (12% acima do ano passado) e uma demonstração clara de que a bicicleta é mais que produto: é agente de transformação social, ambiental e de qualidade de vida.

Muito além dos números
A cada edição, o Shimano Fest prova que é mais que uma vitrine de lançamentos. É também um palco de inovação, de inclusão e de mobilidade. Pelo segundo ano consecutivo, o evento sediou a única etapa da Copa do Mundo UCI de XCE fora da Europa, consolidando o Brasil no mapa internacional do ciclismo.

E não foi só no alto rendimento que o pedal brilhou. O Test-Ride, sempre um dos pontos altos, permitiu que 5 mil pessoas experimentassem novas bikes e tecnologias. Já a ação social arrecadou 9 toneladas de alimentos, beneficiando seis instituições da capital paulista. Ou seja, a bicicleta não apenas movimenta a economia — ela movimenta vidas.

A voz do mercado
Distribuidores, marcas e fabricantes reforçaram o impacto do festival. Para a Alvoteq, que apresentou oficialmente Tektro e TRP ao público brasileiro, o evento foi estratégico para construir proximidade com ciclistas. A Isapa, com seu estande interativo e experiências imersivas, destacou a força do contato direto com os consumidores. Já a Soul Cycles aproveitou o momento para revelar seis lançamentos, entre eles a Volcano, full suspension que já coleciona títulos nacionais.


Um evento que reverbera
Para nós, da Revista Bicicleta, o Shimano Fest não termina quando as luzes se apagam no Memorial. Ele reverbera nas cidades, nas lojas, nos grupos de pedal. Há 15 anos, acompanhamos cada edição com a nossa versão impressa, distribuindo milhares de exemplares que circulam muito além do evento. Enquanto o digital é consumo imediato, a revista permanece: nas salas de espera, nas oficinas, nos balcões, na casa do leitor. Ela segue contando a história — e reforçando a memória — de um setor que cresce em relevância a cada ano.

Olhando para frente
O calendário já aponta: o Shimano Fest volta em 2026, no segundo semestre. E, como prometeu a direção do evento, a meta é surpreender ainda mais. Para quem acredita no poder da bicicleta de transformar cidades e pessoas, este não é apenas um encontro anual: é um manifesto sobre o futuro que queremos pedalar juntos.
Fotos: Cesar Delong


