A Caixa será a primeira marca a fazer parte do novo Programa Olímpico de Patrocínio (POP) idealizado pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e, com isso, a Confederação Brasileira de Ciclismo vai voltar a receber recursos da estatal depois de 10 anos. O acordo firmado pelo COB e o banco estatal propõe repassar R$ 20 milhões por ano a 26 confederações olímpicas até 2028. O valor exato dedicado ao ciclismo não foi divulgado.
“Alguns pontos ainda estão em alinhamento com o COB, mas é um aporte adicional que chega para somar e fortalecer as ações da Confederação”, explica José Luiz Vasconcellos, Secretário-Executivo da CBC.
O programa estruturado pelo COB redistribui parte do patrocínio máster da Caixa — estimado em R$ 160 milhões até Los Angeles 2028 — diretamente às confederações, por meio de dois pacotes: “Pacote Clássico” e “Pacote Especial”. É neste segundo grupo que está o ciclismo, junto com Basquete e Handebol. A diferenciação foi feita por decisão do próprio patrocinador.
“Esse movimento também reforça o histórico de relacionamento e a confiança da Caixa no desenvolvimento do ciclismo brasileiro”, diz Vasconcellos.
“Ao ampliar o nosso programa de patrocínio direcionando investimento direto nas Confederações, fortalecemos o Movimento Olímpico ao mesmo tempo em que oferecemos uma entrega mais constante aos patrocinadores”, explica Manoela Penna, Diretora de Comunicação, Marketing e Valores Olímpicos do COB, durante o anúncio oficial.

Caixa já esteve presente no Brasileiro de Base, disputado esse final de semana em Londrina/PR (CBC/Divulgação)
Reencontro com a Caixa
O anúncio feito pelo Comitê Olímpico Brasileiro significa, sobretudo, a volta da Caixa ao ciclismo quase uma década depois do fim do contrato direto firmado em 2013. Naquele ciclo, a estatal assinou com a CBC um acordo direto de patrocínio de R$ 17 milhões até 2016.

Entre 2013 e 2016, a Caixa foi o patrocinador principal do ciclismo olímpico brasileiro (Divulgação)
O foco era o desenvolvimento das quatro disciplinas olímpicas: BMX, mountain bike, estrada e pista tendo em vista os Jogos Olímpicos Rio 2016. Depois da Olimpíada, no entanto, a Caixa não renovou o contrato com a CBC, em uma readequação geral dos patrocínios da estatal.
Foco Olímpico em Los Angeles 2028
Agora, o aporte financeiro intermediado pelo COB volta a apostar no ciclismo como potencial olímpico. Quando assumiu a presidência, Marco LaPorta chegou a declarar que a modalidade teria uma atenção redobrada. A ideia, portanto, é aproveitar melhor o grande número de medalhas que oferece em cada edição dos Jogos Olímpicos.

Gideoni Monteiro foi o último representante brasileiro na Pista, em 2016 (CBC/Divulgação)
Contudo, a realidade rumo a Los Angeles 2028 ainda é mais voltada na participação do que na disputa pelo pódio. Em Paris, foram apenas 6 ciclistas brasileiros classificados, em quatro modalidades: Estrada, MTB, BMX Racing e BMX Freestyle. Este último, aliás, nosso melhor resultado, 6º lugar com Gustavo Balaloka Oliveira.
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